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Tô de ressaca: bora rebater?

Festas de fim de ano estão associadas, como em um estudo observacional, a abusos relacionados à comida e bebida. Não é a causa dos exageros, mas é um pano de fundo bem tradicional para essas famosas libações.

Ilusão achar que elas não vão ocorrer. Tratando-se da comida, ninguém fica gordo pelo que come entre o Natal e o Reveillon e sim pelo que come entre o Reveillon e o Natal.

Quando o assunto é bebida, o buraco é mais embaixo. Não posso negar que seja um apreciador de bebibas alcoólicas, principalmente do néctar de Baco, mas no sentido diametralmente oposto do consumo moderado que está associado a bons desfechos clínicos, os excessos são marcadamente causas de catástrofes agudas e crônicas relacionadas à saúde (hepatite, cirrose, miocardiopatia, lesão renal, encefalopatia; em síntese, vários órgãos e sistemas podem ser acometidos).

Em casos menos graves, pode-se curtir a famosa ressaca, consequência direta da intoxicação aguda pelo álcool e pela desidratação causada com o bloqueio do hormônio antidiurético(ADH) que tem ação renal.

Sem nenhum puritanismo, eu também erro a mão em algumas situações, mas dai a defender que a ressaca deve ser corrigida com bebendo-se mais (o famoso bora rebater, muito comum nas cercanias mineiras), seria o mesmo que acreditar que um incêndio seria controlado com mais fogo.

Dica do Médico: aproveite as festas de fim de ano sem achar que o mundo acaba na virada. Hidrate bastante e consuma sua bebida favorita sem transformá-la num problema para o dia seguinte. Se perder o limite, é correr atrás do prejuízo: hidratação vigorosa, analgésicos(se necessário), tempo para seu fígado metabolizar o excesso do álcool e você aprender que não vale a pena.

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